Durante a segunda guerra mundial os aliados lutavam contra o tempo para decifrar as mensagens nazistas que eram codificadas por uma máquina de criptografia chamada Enigma. Uma equipe de eficientes estudiosos liderados por Alan Turing, o gênio matemático, trabalhavam incessantemente para descobrir os segredos nazistas que eram transmitidos por aquelas mensagens.
O diretor norueguês Morten Tyldum criou com perfeição a ambientação de O Jogo da Imitação, que tratava da vida de Alan Turing dividindo sua complexa vida para que entendamos seus problemas pessoais e a pressão que ele sofria da sociedade. Além de seu dever com sua nação para decifrar os códigos da Alemanha, Turing ainda sofria pressão dos amigos por ser homossexual em uma época tão bárbara. Por mais estranho que Turing fosse, os diálogos dinâmicos deram ao filme um humor inteligente que condiz com a personalidade do gênio recluso, que apesar de todos os seus conflitos internos deixava sempre seu carisma transbordar, deixando impossível o público não criar uma ligação imediata com o personagem.
No entanto, a forma como a vida do brilhante inventor foi retratada foi algo único no cinema, sua sexualidade tão evidenciada e bem trabalhada foi realmente algo novo paras as telas, o que dá ainda mais reconhecimento a Turing, que foi contra os ideais de sua época, onde a homofobia era algo tão evidente, e o homossexualismo era tratado como uma doença, o que lhe custou a vida.
Apesar das atuações sinceras da maioria dos atores, o filme está repleto de clichês que vão das frases de efeito até personalidades óbvias de um filme que busca arrancar suspiros do público. Em poucas palavras o filme é suficiente, porém, falta ousadia por parte do roteiro.

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